sexta-feira, 24 de janeiro de 2020


Começa em 7 min, antes disso é sobre Sartre e náusea.

Oferecerei aqui algumas ferramentas para a invasão desse castelo complicadíssimo que é o pensamento de Heidegger, o que pode ser complementado por outras ferramentas mas estas são fundamentais ao meu ver. Toda a filosofia de heidegger pode ser resumida em um texto curto e hermético intitulado o que é metafísica. Vamos nos focar neste texto para tentar chegar na angústia, que é uma passagem para o texto de Sartre a náusea.

 O texto que é metafísica termina com uma pergunta, uma das mais conhecidas do pensamento do século 20. E essa pergunta nós vamos ter que enfrentar agora aqui. E a pergunta é fascinante. Porque há algo no lugar do nada? Percebeu? Aqui nós não estamos brincando. Estamos enfrentando o que tem de mais embaçado, se você encarar isso sinta-se forte para Encarar qualquer outra coisa, porque para trás disso, O Abismo, a terra firme já começa aí. Pergunta fudidíssima, porque poderia perfeitamente não haver nada.  O entendimento da náusea de Sartre, só é possível partindo daí, porque a Náusea é a constatação de que Poderia perfeitamente não haver nada no lugar do que há. Então quando você chega nesse ponto tem uma sensação esquisita de que tudo poderia não ser e aí a coisa enrosca. Mas porque que chega nesse ponto? Vsss, duas horas de aventura. Não perde Entendeu! Porque se você não entender isso aqui nem Heidegger. Quer dizer muito menos ele.
A pergunta porque há algo e não nada tem quatro elementos. O primeio é porque, o segundo há, e terceiro algo e quarto nada. Uma palavra sobre cada um desses elementos. Eu estou fazendo como os verdadeiros professores como que se nós estivéssemos com o texto diante de nós e te pegando pela mão, coisa que o autor não se preocupou em fazer.

A primeira coisa que heidegger vai fazer, é tirar da cartola um conceito que ele não explica, que é o conceito de diferença ontológica. Esta é entre dois palavrões, não se desespere, é a diferença entre o Ser e o ente. Então, o que é o ente? O ente é o puf, o onte é o gravador, são as coisas no mundo que se apresentam a você. Não está difícil. Incluindo o homem. O que aparece na sua frente é ente, e este se caracteriza por sua presença, ele está presente diante de você. Perceba que este ente é uma coisa. Por exemplo a mesa,

Então o que é o ser, o se é o fato de haver entes, o ser é o fato de existir algo, o ser é uma pergunta anterior ao ente, o ente é a mesa. E a pergunta sobre o ser é porque cargas d’água essa mesa tá aí. Porque ela apareceu aí, de onde ela veio? A reflexão sobre o ser é anterior a reflexão sobre o ente, porque o ser é um discussão sobre o fato de haver ente e o ente é evidentemente as coisas que de fato estão presentes diante de você.
 O ente é o algo. Porque há algo? E o ser é o há. Porque há? Se parar aí, eu não disse o que... se eu disser o que eu entro no ente. Porque há? O ser é o fato de haver algo e o ente é o algo que há, então essa é o primeiro grande conceito de heidegger, sem o qual segundo ele não é possível filosofar, se não tiver isso bem esclarecido, que o ente são as coisas e o ser o porquê delas estarem ali, você não avança.

Quem é o ente? As coisas do mundo, quem se interessa pelo ente? o homem, especificamente o cientista. O ente é coisa da ciência. Heidegger põe muitos conceitos complicados. Porque ele põe tão conceitos complicados, não sei provavelmente para não conseguirem entender o que ele está querendo dizer, mas nós vamos entender, então ele dirá, quando olho para o mundo querendo estudar porque o mundo é como é estou estudando os entes e estou no nível ôntico, que é o nível do estudo dos entes como eles são. Quando você abre um rato verá que ele terá sistema digestivo, nervoso circulatório, o porquê  dele  andar, porque vive quanto vive,

Estou no ente. Não tem a pergunta o que é que o rato ta fazendo aqui. Essa pergunta não é científica, e se o cientista pergunta porque caralhos a rato no lugar de nada, ele está filosofando ao invés de fazer ciência.

Para um cientista, dado um rato que apareceu diante, eu cortei e encontrei osso isso soo, esse é o nível ôntico, coisa de cientista, o estudo do ente.

Sujeito médico legista corta o cara e examina o cara e estuda o ente por ente, ente pelo ente. O ente para o ente. O estomago intestino. Não tem a pergunta porque há seres humanos. Não. Dado um ser humano que apareceu aqui, vou estudar o tipo sanguíneo, estudará o sangue. Glóbulos brancos etc. ficou claro? Porque isso é o mais fácil.

Eu noto uma cara de estupefação em você. Eu espero que você melhore porque daqui para frente é só abstração. Então é melhor que você sorria.

Deixa eu fazer uma tabelinha ciência estuda o ente, e nível ôntico. Então ele fala do nível ôntico sem dar a menor explicação. E agora você já sabe que estas três coisas tão ligadas, cientistas estuda ente e está escrito no nível ôntico.

O cientista não sabe responder porque há algo no lugar do nada. O cientista olha para você e diz não sei., o que sei é que á algo e esse algo eu descobrirei como funciona. Porque há algo não é minha preocupação dirá o cientista.

Quem se preocupa com o ser não se preocupa com o ente. quem se se preocupa com o ente, não se preocupa com o ser.

Agora falamos do ser. Haidegger vai chamar isso de ontologia fundamental.normalmtne quev vai se interessar pelo fato de haver coisas no lugar do nada não é o cientista mas é o metafísico, ou o filosofo se prefirir. E conclusão porque há algo, o fato de haver alguma coisa, o fato de coisas estarem na sua frente, de virem a presença. O ente é a própria presene, o ser é a vinda a presença. O que essa porra faz aí, de onde vieo, proque o shasimi? Porque há shasimi, de onde apareceu e qual é perspectiva clara aqui enquanto a ciência etuda a constituição do ente, estrutura funcionemnto finalidade o metafisico ao investigar a vinda apresença, o que constata? O mistério.

E a mais linda formula para entender a ontologia fundamental de heidegger é dada por hambo poeta francês do século 19 quando ele profere a famosa frase de hambo. Qual é a famosa frase de hambo? Eu sei lá. La rose sõn porqua... essa frase é .... quantas e quantas mulheres, já não sederam por conta....eu tenho a rosa. O que faz o cientista, arranca as pétalas para examinar e classificar. Mas o que é que esse negócio tá fazendo aí, Daí vira o metafisico e diz, eu também não sei né to pensando aqui, mas também não sei, a rosa é um mistério. O rosa é sem porque, não sei o que ela ta fazendo aí. O metafisico estuda o mistério da rosa. É a diferença de ser um cientista da mulher e um metafisico que estuda o mistério da mulher. Para o cientista ela é rim figadado, etc.

Eis a fronteira gigantesca que separa a física da metafisca o nível ôntico da ontologia fundamental. Quando heidegger fala, só diz nível ôntico,  ontologia fundamental, voce que se foda. Ficou claro até aqui? Eu não saberei explicar melhor do que estou explicando, mas pelo menos desembucha. A rosa é sem proque e ficamos com um problema na~mão. O metafisico não sabe como responder a pergunta. O cientista disse pelo menos disse, não sei, mas se me der a rosa eu digo que elementos químicos ela tem. O metasifico ia dizer porque a rosa ta aí e não disse porra nenhuma e é por isso surge o porque. Esse nível do proque é a terceira faze. Heidegger em forma de grafrico, e pode mostar esse gráfico pra heidggr na otenho medo não. Essa aqui é a diferença ontológica e o que vai acontecer, o ainda metaficiso mas agora teólogo, na hora de dizer o porque no nível ontoteologico, vai verificar a vinda a presença e vai dizer , não tem mistério porra nenhuma yhues, eu tenho a chave do problema. Eu pego a rosa do rambo que não tem porque porque ramboe é um ontológico fundamental, é um cara que nunca vai entender nada, ficou parado no mistério, essa história de parar no mistério é harmoso  mas não explica nada. O ontoleoligico diz que pega arosa do rambo e diz . eu pego a rosa e digo de onde ela veio, da rosera, e a rosera, etc. etc. onde isso termina? Em algo que veio de si mesmo e o que veio de si mesmo é deus. Portanto deus fez a rosa, eu já tenho a solução do problema porque existe algo no lugar do nada, deus fez a rosa, a rosa já ão é mais sem proque, acabou o mistério, no lugar do mistério entrou deus. Nós temos três níveis aqui, o ôntico, ontológico fundamental e ontoteologico que são baba do pensamento de heidegger.
A metafisica que resolveu o problema, ele define como o esquecimento do ser. Poque na hora que a metafrixca resolve oprobmea a parti de deus , a psudoresolução deslocou a atenção dp ser para deus, então olha como estamos enroscado, voce pega o ser, dá na mão do cientista, , e ele não cuida do ser, cuida do ente, dá na mão desse metafisico, e ele não cuida do ser, cuida de deus, e o ser ficou a ver navios. A refle~zao sobre o ser desaparecue que na maão do cientista quer na mao do teóloco, os dois ignoraram a problematca do ser.

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